O projeto traz como destaques as faixas Old School Empoeirado e Força Infinita, ambas acompanhadas por clipes oficiais que ampliam o alcance visual e artístico do lançamento. As músicas dialogam com a essência do hip hop clássico, mantendo a característica marcante do artista de transmitir mensagens positivas e inspiradoras.
O EP ainda inclui como extras as faixas Canto de Menino, Esse é meu povo e O Sonho não acabou…, reforçando o compromisso de Buddy X com temas sociais, pertencimento e esperança.
Paulistano, Buddy X iniciou sua trajetória artística ainda na infância, aos 11 anos de idade, quando teve seus primeiros contatos com a cultura da Black Music no final da década de 1970. Era o período de forte influência da soul music no Brasil, marcada por artistas como James Brown, e também o início da chegada do chamado Funky, movimento que ajudou a preparar o terreno para o surgimento do rap no país. Nos anos 1980, quando o termo rap ainda era pouco conhecido no Brasil e o estilo era chamado de Funky Falado, artistas internacionais como Kurtis Blow, com o sucesso The Breaks, influenciaram diretamente a formação musical de Buddy X e de toda uma geração ligada à cultura urbana. Em 1982, seu pai Mano Gera, que mais tarde se tornaria parceiro fundamental nas composições, mudou-se com a família para Campo Grande. Dois anos depois, em 1984, ao assistir ao filme Flashdance, Buddy X teve contato com a cultura do breakdance e iniciou seus primeiros passos na dança de rua, ampliando sua conexão com o universo do hip hop. Em 1985, viveu um episódio marcante enquanto dançava break com amigos na rodoviária de Campo Grande, em frente a um cinema. A apresentação chamou tanta atenção do público que chegou a interromper o fluxo de espectadores da sessão, levando o responsável pelo local a solicitar a retirada do grupo. O episódio simboliza o impacto cultural que a dança de rua causava naquele período e a força da expressão artística nas ruas. No final da década de 1980, Buddy X passou a frequentar encontros de dançarinos no Terminal Bandeirantes, onde conheceu Mano Mike, também conhecido como Everboy. A partir desse encontro começou a organização do grupo Master Break, marco importante em sua trajetória musical.
Em 1991, Buddy X e Mano Gera escreveram a primeira música do grupo, Pra você que me vê. Dois anos depois, ganharam destaque regional com Vida de Garí, conhecida como Rap do Garí, que se popularizou nas rádios ATIVA FM e CIDADE FM e tornou-se marcante nas apresentações do grupo.
Em 1996, lançaram o álbum Pra você que me vê, considerado o primeiro disco de rap/hip hop do estado de Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, já em Guarujá, iniciou-se a fase do projeto Razão Original. Nesse período, conquistaram o 4º lugar no Festival Regional da Canção Som da Tribo, em Santos, com a música Canto de Menino, última parceria entre Buddy X e Mano Gera antes de seu falecimento, em 2001.
Durante a década de 2000, Buddy X desenvolveu o projeto Podricrêr! nas Escolas e manteve presença constante no rádio com o programa Comunidade Rap. Em 2002 e 2003, recebeu o prêmio O Melhor da Noite no festival de talentos do SESI de Santos.
Ao longo da carreira, consolidou-se como representante do hip hop independente, com músicas transmitidas milhares de vezes nas plataformas digitais e reconhecidas por levarem mensagens positivas de consciência social, respeito e transformação cultural. É músico registrado na Ordem dos Músicos do Brasil e na Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais.
1996
Master Break -
Prá Você que me vê!
Lançado em 1996 pela MB Records, o álbum **Master Break – Pra você que me vê! ** é o primeiro CD de Rap/Hip Hop do Estado de Mato Grosso do Sul e marcou a trajetória de Buddy X no rap nacional, com destaques para as faixas Irmão consciente, Prá você que me vê, Aquele moço (HIV+) e Vida de gari.
2000
Coletânea: O Melhor do Rap Nacional - Vol 4
A coletânea O Melhor do Rap Nacional Vol. 4, lançada em 2000 pela Rhythm and Blues, reuniu nomes importantes do hip hop brasileiro como GOG, Rappin' Hood e Alternativa C, destacando a força do rap consciente no país.
O álbum contou com a participação de Buddy X com a faixa Canto de Menino, composta em parceria com Mano Gera, ampliando a projeção nacional do artista dentro da cena hip hop.
2002
Razão Original -
Hip Hop por aqui!
Lançado em 2002, o trabalho Hip Hop por aqui! marcou uma fase importante da trajetória de Buddy X, período em que iniciou o programa de rádio Comunidade Rap e o projeto educativo Podricrêr! nas Escolas, ampliando sua atuação cultural junto à juventude.
O álbum reúne as faixas Canto de Menino, Hip-Hop por aqui!, Mano Gera e Pra você que me vê!
2007
Raça Humana
Lançado em 2007, o álbum Raça Humana marcou mais uma etapa importante da trajetória de Buddy X, reunindo faixas com mensagens de identidade, valorização cultural e consciência social.
Entre os destaques estão Esse é meu povo!, O sonho não acabou…, Canto de menino e Mano Gera In Memorian, além de versões especiais do Hino de Mato Grosso do Sul. O álbum inclui ainda, como faixa bônus, Vida de Garí, composição de Buddy X e Mano Gera.
2015
Old School Empoeirado
Lançado em 2015, o EP Old School Empoeirado marcou mais uma fase da trajetória de Buddy X, reforçando sua conexão com as raízes do hip hop e com mensagens positivas presentes em seu repertório.
O trabalho traz como destaques as faixas Old School Empoeirado e Força Infinita, que também ganharam clipes oficiais, além das músicas Esse é meu povo e O sonho não acabou…
A música Canto de Menino, narra a vida de um garoto que cresce admirando o pai, mas acaba se desviando ao entrar no mundo do crime e das más influências. Com o tempo, ele sofre as consequências, como a prisão e o abandono, até perceber que estava vivendo uma ilusão. No fim, ao reencontrar o pai, entende seus erros e valoriza a família, trazendo uma mensagem de arrependimento e aprendizado.
Old School Empoeirado é uma homenagem ao rap antigo e às origens do
hip-hop. Na letra, ele valoriza a época em que o rap era mais “raiz”, com mensagens verdadeiras, criticando a superficialidade de parte da cena atual. Ao mesmo tempo, reforça orgulho da própria trajetória, da cultura de rua e da resistência de quem mantém o estilo original vivo.
O Sonho Não Acabou, fala sobre persistência e esperança diante das dificuldades. A letra mostra alguém que passou por momentos difíceis, com erros, quedas e frustrações, mas que se recusa a desistir dos próprios objetivos. Mesmo com os obstáculos da vida, a mensagem central é continuar lutando, aprender com o passado e acreditar que ainda dá tempo de realizar os sonhos.